Notícias

  • 11/02/2015

    Prefeituras apontam locais críticos no escoamento da safra

    Os planos das autoridades para evitar congestionamentos nos acessos ao Porto de Santos, durante o escoamento da safra agrícola, foram conhecidos nesta terça-feira (10), no Fórum Operação Safra 2015, a ser realizado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e pela Secretaria de Portos (SEP) na Cidade.

    Mas mesmo com esses preparativos, em alguns locais, será muito difícil evitar a formação de filas decaminhões. Segundo as prefeituras de Santos, Guarujá e Cubatão, essas áreas críticas ficam próximas aos pátios reguladores, nas vias urbanas nas entradas dos municípios e ainda nas rodovias que ligam as três cidades. As vias portuárias também merecem atenção, na visão de empresários do setor.

    O Fórum Operação Safra 2015 reuniu autoridades e empresários do setor e começará nesta manhã, às 8h30, no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, em Outeirinhos.

    Cinco dias depois, no domingo(15), o movimento de caminhões carregados com a produção agrícola, com destino à região, começará a aumentar, conforme projeção da Codesp.

    Segundo as prefeituras de Santos, Cubatão e Guarujá, as autoridades pretendem se esforçado para ordenar o trânsito nos próximos meses. Todas apontam o agendamento da chegada de caminhões ao Porto, sistema iniciado no ano passado, com o primordial para evitar filas e garantir a mobilidade urbana neste período. Mas sabem que, mesmo com o planejamento, há necessidade de atenção em alguns pontos.

    Santos

    Em Santos, conforme a Prefeitura, as atenções se voltaram ao trecho final da Rodovia Anchieta, onde está o acesso ao Porto, na Alemoa, e chegam as avenidas Martins Fontes e Nossa Senhora de Fátima, no Saboó. Nesta região, os caminhões que seguem em direção ao cais podem se misturar com os veículos que entram ou saem da Cidade, particularmente nos horários de pico. Mas este não é o único problema nas proximidades.

    Recentemente credenciado como pátio regulador pela Codesp, o Granport Multimodal, que fica na Avenida Júlia Ferreira de Carvalho, no bairro Chico de Paula, poderá trazer grandes problemas para moradores da região, segundo a Administração Municipal. A instalação tem 200 vagas para caminhões. Em um dia, pode receber uma média de 650. Mas para chegar lá, os veículos passam por trechos onde normalmente o trânsito já fica complicado, como a Avenida Nossa
    Senhora de Fátima.

    Questionada sobre a adoção de um esquema especial para evitar congestionamentos nessa região, a Administração Municipal respondeu que ainda estuda o caso. “Qualquer decisão, no entanto, priorizará a manutenção da mobilidade urbana por essa importante artéria do Município”, informou.

    A Prefeitura também considera que a Avenida Perimetral, em toda a sua extensão, merece atenção. Outros trechos críticos são a Avenida Augusto Barata (o Retão da Alemoa) e a Avenida Mário Covas, na Ponta da Praia.

    Margem Esquerda

    Na Margem Esquerda do Porto (Guarujá), a Diretoria de Trânsito e Transporte(Ditran) da cidade destaca três locais críticos: a Rodovia Côgego Domenico Rangoni, que liga a cidade à Cubatão; a Rua Idalino Pinez (ou Rua do Adubo), que faz a ligação da rodovia às instalações portuárias; e o novo acesso à zona portuária do município, aberto ao tráfego no mês passado. Ele será usado por cerca de 1,2 mil caminhões por dia e servirá para desafogar a Rua do Adubo.

    “Vamos monitorar o novo acesso em confluência com a Avenida Santos Dumont até a entrada no acesso à Avenida Perimetral, local onde se concentra parte dos terminais portuários e retroportuários”, informou, em nota, a Administração Municipal.

    Cubatão

    O acesso aos pátios reguladores na Avenida Plínio de Queiroz, em Cubatão, é a maior preocupação da Prefeitura. A Administração ainda aponta as rodovias Cônego Domenico Rangoni e Anchieta como locais que podem apresentar congestionamentos devido ao excesso de veículos em direção ao Porto.

    Neste caso, as filas podem complicar o acesso às entradas da Cidade e dificultar a vida de seus moradores, como ocorreu em anos anteriores.