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  • 15/07/2015

    Chip nos caminhões brasileiros vai combater o roubo de cargas

     

    A partir de setembro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, vai instalar um chip nos caminhões brasileiros para ajudar a combater o roubo de cargas. E os caminhoneiros vão ser recadastrados. (VEJA VÍDEO)

    Mais de um milhão de caminhões nas estradas. Só no ano passado, foram 17,5 mil roubos de cargas, prejuízo de R$1 bilhão.

    A solução pode estar num sistema de rastreamento, semelhante aos que já existem nos Estados Unidos e na Europa, que vai verificar a situação do caminhão e da carga, impostos federais e estaduais.

    Um chip como o mostrado no vídeo será lido, e as informações, comparadas com um banco de dados toda vez que um caminhão passar por um ponto da ANTT. Aí, já estará sendo feita a fiscalização, sem que seja preciso parar o caminhão.

    Os dados também serão repassados para a polícia. Assim, vai ser possível saber que o caminhão procurado está cruzando aquele trecho da rodovia. O chip será fixado no para-brisas. E vai substituir o adesivo atual, colado na carroceria.

    “Não vai ter como o ladrão falsificar, que vai estar no interior, lá dentro. Não sei se vai aumentar o custo também”, perguntou Francisco Cirino da Silva, caminhoneiro.

    O chip vai custar R$50 para o caminhoneiro, que vai ter que se recadastrar. O recadastramento obrigatório começa em setembro, e deve durar um ano e meio.

    “É uma maior segurança para a gente contra roubos de caminhões, roubos de carga ou o que seja”, disse um caminhoneiro.

    O ponto de fiscalização é parecido com os radares. Em cinco anos, serão instalados 53. A meta é cobrir 75% das estradas mais importantes ao custo de quase R$8 milhões.

    “Caso haja um roubo ou um furto de um veículo de carga, o órgão de segurança competente para fazer a investigação poderá solicitar à ANTT a qualquer momento as informações do nosso banco de dados de passagem para verificar se há ali algum indício que possa ajudar na investigação”, disse Marcelo Vinaud Prado, superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas – ANTT.

    O especialista Flávio Benatti acha que a medida é um passo importante no combate ao roubo de cargas no país.

    “É um divisor de águas no setor.  Haverá um controle muito mais efetivo da frota nacional e à medida que tiver o primeiro alerta sobre uma irregularidade naquele transporte, não tenha a menor dúvida que será muito mais fácil para as autoridades poderem atuar”, disse Flávio Benatti, vice-presidente regional Associação de Transporte de Carga e Logística.