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  • 12/01/2015

    Péssimo estado da BR-163 ameaça o escoamento de soja e milho

    Uma das estradas mais importantes para o agronegócio no país está em péssimo estado e ameaça o escoamento e exportação da soja e do milho do Centro-Oeste.

    É uma viagem arriscada. O asfalto acaba e começa a poeira. Em seguida, aparecem muitos buracos. “Isso aqui quebra caminhão, volta para trás e motorista morre”, conta o caminhoneiro Pedro Leiras.

     

    Essa é a situação da BR-163, a Santarém-Cuiabá. A rodovia corta o país e, no Pará, desafia a paciência dos caminhoneiros. A BR-163 é uma rodovia importante para as exportações do agronegócio. Os produtores do Mato Grosso dependem da estrada para fazer a soja e o milho chegarem até a Ásia e a Europa. É pela Santarém-Cuiabá que os grãos são levados para dois portos da Região Sudoeste e Oeste do Pará.

     

    Neste ano, a estimativa é de que 150 mil caminhões cruzem a BR-163 com 6 milhões de toneladas de grãos. A rodovia tem mil quilômetros no Pará e um dos trechos mais críticos fica entre os municípios de Novo Progresso (PA) e Itaituba (PA), no oeste do estado. São cerca de 240 km de estrada de terra. Muitos perigos e quase nenhuma sinalização.

     

    “Coisa feia tem lá pra frente, vamos indo ver como dá para ir, com fé em Deus. Toda semana essa aventura, enfrentar essa estrada aqui”, diz o caminhoneiro Aderaldo Ricardo Gomes.

     

    Dirigir à noite é um desafio maior ainda. Não dá para ver nada e, se chove, a pista logo fica escorregadia. Em pouco tempo, tudo vira um lamaçal. O motorista de uma carreta tentou passar por um atoleiro e o caminhão ficou atravessado na pista. “Espera, porque não adianta querer forçar a barra que não vai”, lamenta a caminhoneira Marlene Becker.

     

    Quando isso acontece, para tudo e ninguém sabe quando a viagem vai recomeçar.